Feeds:
Posts
Comentários

Não gostaria que o tema central desta  comunicação – “teoria e prática da leitura” – fosse visto ou tomado como uma prioridade fundamental, como um objetivo em curto prazo no campo da biblioteconomia brasileira. Entendo que existem outros problemas, talvez até mais significativos (pois orientados para a conscientização política dos nossos disseminadores de informação), que devem ser solucionados em primeiro lugar. Isto porque as necessidades voltadas ao “ter” condições satisfatórias de trabalho são aquelas que garantem a infra-estrutura para sustentar a segurança profissional do indivíduo para garantir um fazer conseqüente e transformador e para facilitar o exercício da criatividade, novas aprendizagens e crescimento constante.

Explicando melhor esta proposição, de nada adianta “abarrotarmos” o bibliotecário com novos conhecimentos (sejam eles de qualquer origem), quando o que ele concretamente necessita é de uma biblioteca para trabalhar, de um salário condigno para se sustentar, de reconhecimento social e outros fatores para garantir a sua existência. O conhecimento que o bibliotecário deve buscar agora deve naturalmente decorrer de uma reflexão sobre aqueles fatores que impedem a prática concreta no âmbito de seu trabalho e o transformam num mero robô dentro do sistema social alienante em que vivemos. Assim, as leituras do bibliotecário brasileiro devem dirigir-se à sua própria realidade, mesmo porque é aí que nascem os projetos concretos de mudanças. Alerto que a realidade vivida, por ser tão opressora, às vezes é difícil de ser analisada; porém, quanto maiores os desafios, maior a inquietação e o desejo de transformação.

     Francisca Mayda  Santos Bezerra¹,

Venusia Maria de Aquino Pereira Magalhães²

 

Resumo

 

O termo mediador deriva do latim mediatore, e significa aquele que medeia ou intervém. Em se tratando de leitura podemos considerar que o mediador do ato de ler é o indivíduo que aproxima o leitor do texto e que facilita esta relação. Entende-se que o processo de leitura deva ser permanente e exercitado com continuidade, pois, somente com a prática, o leitor passivo tornar-se-á crítico. Para tanto, no ambiente escolar, é indispensável à presença de um professor capacitado e comprometido no exercício de sua profissão. Sabe-se que não se podem construir conhecimentos sem a interferência do outro e, através dessa visão, faz-se necessário, a contribuição das teorias de alguns pensadores para a formação da prática docente, como também o uso de metodologias que direcione o professor para o processo pedagógico. Muito se tem discutido, sobre a importância da leitura na escola. Porém, percebe-se que inúmeras dificuldades têm sido encontradas no espaço escolar, para a efetivação das práticas de leitura que possibilitem a formação de leitores. Nem sempre os professores estabelecem boas relações com os livros e com a leitura; há alguns que afirmam que não gostam de ler; outros que não vêem a leitura como lazer; outros que as poucas leituras que fazem são quase que, exclusivamente, para a preparação das aulas. Portanto, na formação de leitores, é necessário dominar as diferentes estratégias de leitura (antecipação – inferência – decodificação-verificação), para adequá-las aos diferentes objetivos e situações presentes no mundo letrado. O domínio das estratégias de leitura decorre de uma prática viva do ato de ler de um lado, vivenciando os diferentes modos de ler existentes nas práticas sociais de outro, respondendo aos diferentes propósitos de quem lê.

Palavras – chave: leitores, leitura. mediador

 

 

FORMADORES AND MEDIATORS OF READING

 

Abstract

 

The term mediator flows of the Latin mediatore, and it means that that mediates or it intervenes. In if treating of reading can consider that the mediator of the act of reading is the individual that approximates the reader of the text and that facilitates this relationship. He/she/you understands each other that the reading process should be permanent and exercised with continuity, because, only with the practice, the passive reader will become critical. For so much, in the school atmosphere, it is indispensable to a qualified teacher’s presence and committed in the exercise of your profession. It is known that she cannot build knowledge without the interference of the other and, through that vision, it is done necessary, the contribution of the theories of some thinkers for the formation of the educational practice, as well as the use of methodologies that addresses the teacher for the pedagogic process. A lot she have been discussing, on the importance of the reading in the school. However, it is noticed that countless difficulties have been found in the school space, for the efetivação of the reading practices that make possible the readers’ formation. Not always the teachers establish good relationships with the books and with the reading; there are some that affirm that don’t like to read; others that don’t see the reading as leisure; others that the few readings that do are almost that, exclusively, for the preparation of the classes. Therefore, in the readers’ formation, it is necessary to dominate the different reading strategies (anticipation – inference – decoding-verification), to adapt them to the different objectives and present situations in the learned world. The domain of the reading strategies elapses of an alive practice of the act of reading on a side, living the different manners of reading existent in the social practices of other, answering to the different purposes of who he/she reads. 

 

Words – key:  readers, reading, mediator.

 

 

4- Conclusão

Na medida em que estes fatos não estão sendo suficientemente diagnosticados e os riscos de fracasso profissional aumentam, faz-se necessário fundamentar e questionar em nossas pesquisas às disparidades em relação às medidas tomadas formalmente que influenciam de modo direto a aprendizagem da leitura enquanto objeto e sua relação com a formação do indivíduo, num contexto universitário.

 Então, para formar o bom leitor, é imprescindível desenvolvermos, mais e mais, processos de comunicação ricos, interativos e profundos. Quando se consegue produzir qualitativamente a gestão do tempo didático, quando se distribuem as responsabilidades entre professores e alunos, quando se desenvolvem, na aula, incentivos e sentidos à leitura, estamos contribuindo profundamente para a formação de leitores autônomos. Há de se abrir às escolas ao mundo, à vida. Lendo em voz alta, em silêncio, em grupo… Não importa a maneira, desde que seja com prazer.

 A mediação de leitura é um incentivo ao hábito de ler. Esta, sendo bem utilizada, transforma a atividade de leitura em rotina, sem exigir do mediador grandes habilidades. Qualquer pessoa que saiba ler adequadamente e que goste de trabalhar com literatura e pessoas (crianças e adultos), pode e deve participar dessa experiência. 

            Independentemente de quem seja o mediador, vale salientar que a ele compete  criar soluções próprias ou adaptar experiências alheias, consciente de que o leitor tem uma porta diante de si, em direção à leitura e ao conhecimento” (BARROS, 1995, p.58). Tamanha responsabilidade deve ser interpretada pelos mediadores como um desafio constante, pois o papel que eles desempenham na motivação de leitura pode interferir com maior ou menor profundidade na formação dos leitores de uma coletividade. Esperamos ainda, que os mediadores de leitura facultem aos leitores uma pluralidade de experiências, para que eles percebam a leitura não apenas como aprendizagem escolar, mas como elemento de lazer e satisfação. 

 

 

história tradicional
Na categoria de histórias tradicionais incluem-se as lendas, as fábulas, os mitos e os contos populares. Todas estas histórias começaram por ser transmitidas oralmente, um dia foram registadas por escrito e, a partir de então, foram rescritas por muitos e variados autores, em prosa e em verso. Além de serem um poderoso suporte cultural, e depositárias de conhecimentos, sabedoria, convicções, práticas sociais, juízos de valor, representam também os voos de imaginação de gerações sucessivas.

Se resistiram ao tempo e foram recontadas com as adaptações indispensáveis a cada época, é porque encantam. E se encantam é porque contêm verdades intemporais acerca das características mais profundas do ser humano e das suas contradições.As histórias tradicionais, que as crianças acolhem com agrado, devem ser abordadas o mais cedo possível.

Sugestões de actividades

Embora as histórias tradicionais sejam habitualmente bem acolhidas pelas crianças, o educador deve verificar se a história, lenda, fábula ou mito que desejaria abordar na sua aula não foram já trabalhados, pois ouvir contar várias vezes a mesma história pode ser aliciante, mas pode tornar-se fastidioso, provocar desinteresse e não estimular o progresso.

A maior parte das histórias tradicionais prima pela clareza e pela nitidez da estrutura narrativa bem como pela definição das personagens. Não existindo grandes obstáculos à compreensão, prestam-se à realização na aula de trabalhos do tipo:

*       treino de reconto oral

*       dramatizações

*       ilustrações feitas individualmente ou em grupo

Considere-se, no entanto, que muitas histórias tradicionais envolvem mensagens múltiplas e complexas, que têm suscitado por parte de analistas interpretações diversas, por vezes até contraditórias.

Mas junto das crianças, as histórias tradicionais valem pelo que contam. Propor a descodificação das mensagens implícitas nas histórias tradicionais a crianças, que ainda não têm maturidade para esse tipo de análise, é desaconselhável pois só os fará aborrecer uma história que antes tinham apreciado.

As histórias do quotidiano na sala de aula

As histórias que apresentam situações do quotidiano têm em geral a intenção de sensibilizar para as questões que se colocam no relacionamento entre as pessoas da mesma família, no seio de um grupo de amigos e que, em momentos de crise, podem desencadear sentimentos de perplexidade, susto, medo, ciúme, isolamento, insegurança, etc. Em alguns casos, o autor deixa os dilemas em aberto, noutros casos tem a preocupação de veicular mensagens positivas.

A leitura de histórias deste género, no ambiente da sala de aula, pode contribuir para que os alunos tomem consciência e analisem problemas do dia a dia que os afectem pessoalmente ou que afectem outras pessoas, apurando a compreensão de si próprios e do mundo que os rodeia. A reflexão suscitada poderá ainda contribuir para que se tornem mais atentos e tolerantes.

No entanto, pode acontecer que alguns dos alunos estejam a viver situações idênticas e se sintam intimamente incomodados por reviver na aula problemas de que estão a tentar alhear-se. Se o educador suspeitar que corre este risco, será preferível escolher para a aula outro tipo de leitura.

Para que a leitura de histórias do quotidiano tenham efeitos positivos, o educador deve assegurar:

*       que os alunos compreendem e aderem afectivamente ao enredo;

*       que se interessam pelas situações vividas pelas personagens;

*       que estão interessados em debater as questões que o texto levanta.

Contar histórias no Jardim de Infância


Ouvir histórias – um primeiro passo para dominar a leituraOuvir contar histórias na infância leva à interiorização de um mundo de enredos, personagens, situações, problemas e soluções, que proporciona às crianças um enorme enriquecimento pessoal e contribui para a formação de estruturas mentais que lhes permitirão compreender melhor e mais rapidamente não só histórias as escritas como os acontecimentos do seu quotidiano.

Na época actual a maioria das crianças não tem oportunidade de ouvir histórias no seio familiar. Cabe ao jardim-de-infância e à escola assegurar que lhes não falte essa experiência tão enriquecedora e tão importante para a aprendizagem da leitura.

 

*       Um bom contador de histórias tem que saber adaptar-se ao público. Esse ajuste é feito ao vivo, de uma forma rápida e quase imperceptível.

*       Se a assistência se distrai, há que mudar o relato abreviando o enredo, introduzindo novas peripécias, criando suspense. Se a assistência se mostra fascinada, vale a pena prolongar o efeito e ir adiando o desfecho.

*       A mesma narrativa terá de apresentar cambiantes conforme a idade das crianças e as características dos vários grupos. 

Sugestões de actividades

*       Conte sobretudo histórias que conheça bem e de que goste.

*       Identifique previamente os acontecimentos-chave para os apresentar de forma clara e sugestiva.

*       Conte a história como se estivesse a vê-la desenrolar-se por cenas.

*       Ensaie em casa, ao espelho, ou diante de pessoas que lhe possam dar um feedback.

*       Observe as reacções das crianças enquanto conta a história para poder fazer os ajustes necessários. Pode, por exemplo, aligeirar uma situação se as crianças estão assustadas ou torná-la mais dramática para envolver emocionalmente os ouvintes.

*       Sempre que possível envolva as crianças no relato.

*       Se as crianças exigirem que torne a contar a mesma história, deve considerar que a actividade foi um êxito.

Como envolver as crianças no relato

*       Pedir às crianças que repitam frases; façam os gestos adequados para sublinharem a acção; emitam os sons de que a história refere (vento, bater à porta, etc.).

*       Suscitar antecipações, perguntando: O que é que acham que vai acontecer a seguir?

*       Suscitar o reconto em grupo, sobretudo com os alunos mais velhos.

Como suscitar o reconto em grupo

*       Um ou dois alunos ajudam o educador.

*       A história vai sendo contada pelas crianças e o educador só interfere quando necessário.

*       As crianças contam a história em grupos de dois ajudando-se mutuamente.

*       Uma turma conta a história a outra turma.

*       Cada criança escolhe o momento preferido e conta-a em pormenor acrescentando o que quiser.

*       As crianças são convidadas a contar a história muito rapidamente e referindo apenas o essencial

 

 Ao terminar a aula na sexta-feira, dia 16 de maio, as 17; 30 horas, uma equipe do curso de Biblioteconomia saiu a caminho de realizar um trabalho da disciplina Teoria e Prática da Leitura, onde os mesmos fariam uma entrevista a uma família sobre “o hábito da leitura”, só que o grupo resolveu entrevistar duas famílias, para mostrar como essas anônimas heroínas lutou e lutam por seus objetivos de mãe em condições tão diferente. Nada melhor do que registrar um pouco da vida delas em um pedaço de papel com a saudade dos minutos rápidos de dedicação para organizar todas as tarefas que elas tinham ou têm pela frente. Neste trabalho vamos conhecer, como viveu a mãe de família humilde de classe média simples, que nasceu, cresceu, estudou, casou e criou seus filhos no interior na década 30 e a mãe também de classe média que nasceu, cresceu, estudou, casou e continua vivendo na cidade grande. Vamos saber o que as duas tem em comum nos desafios com a Educação dos seus filhos e quais os problemas inerentes à época passada e à época atual.

Primeira Entrevista

 

Entrevistada: D. Alacoque Bezerra

Iniciamos a nossa entrevista com a Sra. Alacoque Bezerra, nascida no dia 13 de março de 1939, no sítio Torrões de São José de Mangabeira, Esse lugarejo tem um apelido de (São José de Mãe Veia) município de Lavras da Mangabeira-Ce. Casou com 16 anos, e logo foi morar na cidade de Igüatú, pois seu marido tinha um comércio,  lá ela criou os seus 7 (sete) filhos.

1- Perguntamos para a D. Alacoque se a mesma gostava de ler e qual foi o seu primeiro livro de leitura.

R – Ela nos respondeu que sim, gostava de ler muito e que a leitura para ela, é muito importante em todos os momentos, e que não passa um dia sem ler e sem rezar, a leitura para ela é como se fosse “Um alimento”. Quanto aos seus estudos; só cursou até o ginasial com era chamado naquela época, pois após seu casamento não teve mais tempo para estudar por isso parou. Seus primeiros contatos com os livros foi na sua infância com os livros didáticos a Carta do ABC e as cartilhas.

2- Ao perguntarmos se ela tinha a preocupação em ler para os filhos e se costumava contar histórias e quais eram essas historinhas;

R – Com toda franqueza e rapidez ela respondeu: “NÃO, EU NUNCA CONTEI HISTORIA PARA OS MEUS FILHOS”, por que eu não tinha tempo, agora a minha mãe sim, contava muitas histórias para os meus filhos, mas também não lembro os nomes das historinhas. Naquele tempo as coisas eram mais difíceis, e eu me preocupava com os deveres escolares, ou seja, ajudava nos deveres de casa, das lições e participava das reuniões e acompanhava o desempenho escolar dos filhos durante todo ano, e já que, a mãe dela morava com ela, a mesma contava as historinhas para os netos.

3- Perguntamos se a mesma freqüentou algumas vezes a biblioteca escolar e se seus filhos também freqüentavam e se eles gostavam de ler.

R – Não, eu nunca freqüentei uma biblioteca. Não tinha bibliotecas escolares, e a biblioteca que tinha era a Biblioteca Municipal do Iguatú, Agora os meus filhos sim, freqüentaram, eu os levava para fazer empréstimos de livros, trabalhos, isso acontecia semanalmente, ao chegar à porta da biblioteca eles adentrava, e eu só ia até a porta da biblioteca, mas nunca adentrei. Quanto aos meus filhos, todos gostavam de ler, e continuam gostando, tem duas filhas formadas em pedagogia, um formado em economia que é diretor de uma Faculdade em Roraima.

 Agora os netos, apesar de fazerem faculdade não têm o hábito de leitura e que eles afirmam que a avó ler mais do que eles. Ela costuma separar livros para dar aos seus netos para ler e eles dizem: Deixa aí vó quando eu vier por aqui eu leio. Salientou que os jovens de hoje não se interessam pela leitura, pois a mesma ainda hoje conserva o hábito de ler, todos os dias ela ler e dentre os seus livros de leitura ela destacou “O Profeta” de Gibram, o qual para ela é muito sábio, e que tinha comprado à coleção de Gibram e deu para uma das suas filhas de presente, a filha lia e depois repassava para ela. Outros livros que ela leu foi de Ivanildo Silva que é seu conterrâneo, o livro de Norman Vicente Peole, e foi neste livro que ela encontrou ajuda para superar a perda do seu marido, mencionou também a Bíblia.

4- Perguntamos para ela que profissão ela queria seguir.

R-Quando jovem pensava em cursar odontologia e hoje se fosse fazer faculdade faria Letras. Ela nunca ensinou, porém gostaria de ser professora. Ela salientou que apesar dos avanços tecnológicos, ela adora escrever, já hoje tinha escrito três cartas e colocado no correio naquela manhã para a família.

5- Pedimos a D. Alacoque que deixasse uma mensagem para o grupo.

A mensagem que a D. Alacoque deixou para o grupo foi que: “A leitura é muito importante para ter uma aprendizagem de vida.”

¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨¨¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨

Segunda entrevista

Entrevistada: Myrlene Pinho Assunção Leite

Myrlene Pinho Assunção Leite, nasceu em Fortaleza em 23 de julho de 1974, casou-se com 16 anos e tem dois filhos, um menino Marcos, com 14 anos e uma menina Gabriela com 8 anos.

1- Perguntamos para a D. Myrlene se a mesma gostava de ler, qual foi o seu primeiro livro de leitura.

R – A D. Myrlene falou que gosta muito de ler e que o seu primeiro livro foi na alfabetização ou 1ª série, não lembrava bem, mas era uma historinha que falava da família das sílabas e o outro livro foi o pequeno príncipe e que ela já estava com seus 11 anos quando leu.

2- Ao perguntarmos se existia uma preocupação dela em ler para os filhos e se costumava contar histórias e quais eram essas historinhas.

       R- Sempre leu historinhas para os seus filhos, como chapeuzinho vermelho, branca de neve e que tinha comprado uma coletânea a formação do caráter da criança. As suas historinhas eram contadas geralmente antes de dormi, ela contava para o mais velho e a menina ficava no seu colo só olhando as figuras e o que importava para ela era a voz, pois era muito bebê. Quando eles foram crescendo, ai sim, ela passou a contar historinha para os dois, e eles sempre pediam para ela contar. Tempo depois o mais velho começou a freqüentar a escolinha, a mais nova também e a escola que eles estudaram sempre incentivava as crianças a lerem, o método era construtivista, pois mandavam para casa livros só com as figuras e ela inventava a historia. Hoje, ela ler menos para os filhos, pois eles têm certa autonomia de lerem sozinhos. Atualmente se comporta como ouvintes dos próprios filhos, mas não deixa de se preocupar com a leitura dos mesmos. Salientou que tinha acabado de ler um romance “Uma historia de Amor” que é um para didático do seu filho, e que a história deste livro era baseada na realidade, no preconceito que há entre as pessoas e que ela vivenciou esse preconceito, devido o pai dela ser preto e a mãe branca. Gosta de ler romance, livro de alta ajuda, Alan Kardec, espiritismo e não poderia esquecer da Bíblia.

3- Perguntamos se a mesma freqüentou algumas vezes a biblioteca escolar e se seus filhos também freqüentavam e se eles gostam de ler.

R – Quando estudante da UNIFOR freqüentava assiduamente a biblioteca e hoje se preocupa em saber se a biblioteca da escola que os filhos estudam se é ou não acessível aos alunos. E que os mesmos sempre freqüentam a biblioteca. A sua filha Gabriela faz parte de rodas de leitura da sua escola e seu filho Marcos sempre estar lendo os livros para didáticos e que ela sempre ler com a Gabriela, por sinal a filha estava lendo o livro “Não me chame de Gorducha”. Uma historinha muito boa. Já com o filho mais velho ela senta para ler as tarefas de casa e não para a leitura prazerosa, pois sempre  acompanha o  desempenho escolar.

4- Perguntamos para ela que profissão ela queria seguir.

R – Ela fez enfermagem durante dois anos na UNIFOR, e depois que casou não continuou por falta de tempo e condições, pois se a mesma tivesse um pouquinho mais de condições ela retomaria seus estudos e terminaria o curso de enfermagem.

5- Pedimos a D. Myrlene que deixasse uma mensagem para o grupo.

A mensgem da D. Myrlene foi: “O Ato de ler propicia a renovação de seus pontos de vistas e que a leitura transpõe a imaginação e que derruba preconceitos”

CONCLUSÃO:

A pesquisa mostra como essas anônimas heroínas lutam por seus objetivos de mãe em condições tão diferentes. Neste trabalho descobrimos a mágica da maternidade para cada uma, como contornam os problemas cotidianos, os malabarismos para dar conta de todas as tarefas, e a felicidade de formar uma família. Com maior ou menor dificuldade, essas mulheres encontraram sempre a sua maneira de desempenhar todos os papéis oferecendo condições, possibilidades e culturas diferentes para isso. Em comum, essas duas mulheres, mais as outras milhões de mães que existem no Brasil, guardam em si um enorme desejo de criar bem os seus filhos. Educá-los para ter sucesso na vida. Vê-los sorrir todos os dias. Cada uma do seu jeito, com seu anseio, seus desafios.

Tudo isso faz parte da vida das mulheres, independentemente de seu grau de instrução, status social ou região onde moram. Elas conquistaram um enorme espaço na vida brasileira nas últimas décadas: ingressaram de forma maciça no mercado de trabalho, se dedicaram mais aos estudos, alcançaram posições de destaque nos mais variados setores do cenário nacional, venceram preconceitos e conseguiram independência pessoal. Os avanços ocorridos na vida feminina são inegáveis, apesar de ainda encontrarmos diferenças provocadas, principalmente, pela diversidade econômica, social e de gênero. Evidenciamos as diferenças entre essas duas mães. Elas têm relações diferentes com a casa, com a família e com o mundo. Mas em uma coisa elas têm em comum “a preocupação com a educação dos seus filhos”.

 

O Mundo de Flora

Flora vivia cercada de borboletas. Pretas, amarelas, azuis, de todas as cores. Elas nunca a deixavam sozinha.

Certo dia pediram , em coro:

– Queremos uma flor!

E Flora foi buscar da mais bela e perfumada flor. Plantou-a com todo o cuidado, pois além de bela era muito delicada.

– Obrigada Flora- agradeceram, em uníssimo, as borboletas.

Mas assim que se virou, dona Lourdes, puxando seu carrinho de feira e pensando no ensopado de jiló que faria ao chegar em casa, nem reparou na flor e esmagou-a com o pneu do carrinho.

– Oh, não! – gritaram as borboletas.

Flora, triste, promete-lhe plantar outra flor. Assim o fez.

E, coisa estranha, as borboletas ao seu redor pareciam multiplicar-se!

A nova flor prometia ser bela e cheia de vida, mas ai dela, o homem de bigode negro, apressado para o trabalho, também não reparou na flor e pisou-a.

-Oh, não! – protestaram as borboletas as borboletas.

Como os adultos são distraídos!- queixou-se flora.

Contudo Flora não gostava de ver as borboletas tristes.

Assim, partiu  novamente em busca da mais bonita e perfumada flor. Plantou-a com todo esmero. E as borboletas multiplicavam-se cada vez mais ao seu redor.

– Obrigada Flora! Obrigada Flora!- repetiam.

Já ia voltando para casa quando veio o Julinho, na sua bicicleta nova. e passou justamente sobre a flor.

-Oh, não! – lamentaram as borboletas.

E pela primeira vez Flora chorou.

Animada pelas borboletas, Flora mais uma flor plantou.

Dessa vez ninguém pisá-la-ia! por precaução cercou-a.

Mas a cerca não impediu que um cachorrinho fizesse XiXi na flor. Morreu a despeito dos cuidados de Flora.

Não desisitiu e mais uma flor plantou ainda. Resolveu passar a noite ao seu lao, para não deixar que nada de mal lhe acontecesse. na noite enfeitada de estrelas, o chão duro pareceu-lhe o mais macio colchão, as  borboletas cobriam-na protegendo-a do frio. E assim dormiu.

Sem que por isso, Flora não se lembrava mais de sua casa, sua famíla, seus brinquedos, e nem sentiria falta. Aquele tornar-se seu mundo.

A flor crescia, bela e cheia de vida, e novos botões apareciam. As borboletas faziam festa de Flora e ela sorria. E o seu sorriso enchia de vida aquele lugar. E a sua alegria fazia-a voar, voar com as borboletas.

                                                                  fim

Universidade Federal do Ceará

Prof. Jonathan

Disciplina: Teoria da Informação e da Comunicação

Venusia Maria de Aquino Pereira

Fortaleza, 09/05/2008

 

 

 

MATHEUS, Renato Fabiano. Pesrpect. Ciências Inf., Belo Horizonte. V. 10 nº2, p. 140-165, Jul/dez, 2005

 

 

Capurro argumenta que em um sistema de informação os dados registrados são concebidos por um usuário que desempenha papel ativo em contexto cultural. Já em relação à filosofia acha-se presente neste texto apenas os subsídios teóricos, destinados ao fornecimento dos elementos para a análise qualitativa, pois este  trabalho apresenta a fundamentação social das ciências da informação, procurando identificar traços que contribuíram para a fundamentação da ciência da informação como uma ciência com característica social. Segue-se uma argumentação do cunho epistemológico acerca da possibilidade da ciência da informação como ciência social, avançando na definição de seu objeto mediante comparação com área de comunicação social. Uma imagem, da ordem da metáfora tenta posicionar a ciência da Informação como Ciência Social com características hermenêuticas. Para Capurro, o papel da hermenêutica em relação à CI é permitir que, em uma sociedade humana entendida como sociedade de mensagens com suas estruturas e centros de poder. A respeito da pesquisa não foi detalhado como seria a essa pesquisa, ou seja, como seria a abordagem para a pratica da pesquisa em CI tomando a  Filosofia como base. Conclusões apontam que os paradigmas descritos por Capurro não são os únicos que explicam as bases epistemológicas da ciência da informação e são complementares para compreensão dessa ciência. Os autores citados por Capurro, ( Horland, Matheus,Wersig e outros) enfatizam o papel que a comunicação tem em relação ao conceito informação na sociedade.

 

 

Palavra-chave: Ciência da Informação; Epistemologia; Filosofia da informação; Programa de Pesquisa.

 

Na sexta-feira passada, houve um debate sobre a problemática do livro na Assembléia Legislativa. Só que, até onde eu pude assistir falaram mais sobre o bibliotecário.

O Dep. Adail, pediu urgencia para sair o edital do concurso público para bibliotecário, pois as bibliotecas do Ceará estão precisando de profissionais, pois muitos dos bibliotecários que trabalham hoje na maioria das bibliotecas são leigos e, que o Dep. Arthur tem o compromisso com a cultura, que ele não só prometa os 3 milhões de livros.

A Bibliotecária Terezinha (UFC), fez uma crítica sobre a Biblioteca da Assembléia. Ela falou: ” Visitei a Biblioteca da Assembléia. Num entanto achei muito pequeneninha, pois imaginava ser maior, por ser uma biblioteca da Assembléia onde deveria conter muitas e muitas informações”, ou seja, a mesma mostrou que ficou decepcionada com a mesma. 

Ela abordou também o Polo do Cariri que está se desenvolvendo, e  não tem Bibliotecário, e que mais do que nunca precisa-se de um concurso.

A Presidente do Conselho,  a Bibliot. Sandra, mostrou o cenário das bibliotecas Nacionais, pois 25% das escolas tem bibliotecas, mas  só 1,4% das escolas possuem bibiotecários responsáveis pelo setor, e que esses 1,4% estava incluído as escolas particulares.

O Dep. Arthur Bruno, fez um breve comentário sobre a morte do Reitor da UFC Dr. Ícaro, lamentando a sua falta, pois se o mesmo estivesse vivo com certeza estaria presente participando do debate.

Venusia