Francisca Mayda Santos Bezerra¹,
Venusia Maria de Aquino Pereira Magalhães²
Resumo
O termo mediador deriva do latim mediatore, e significa aquele que medeia ou intervém. Em se tratando de leitura podemos considerar que o mediador do ato de ler é o indivíduo que aproxima o leitor do texto e que facilita esta relação. Entende-se que o processo de leitura deva ser permanente e exercitado com continuidade, pois, somente com a prática, o leitor passivo tornar-se-á crítico. Para tanto, no ambiente escolar, é indispensável à presença de um professor capacitado e comprometido no exercício de sua profissão. Sabe-se que não se podem construir conhecimentos sem a interferência do outro e, através dessa visão, faz-se necessário, a contribuição das teorias de alguns pensadores para a formação da prática docente, como também o uso de metodologias que direcione o professor para o processo pedagógico. Muito se tem discutido, sobre a importância da leitura na escola. Porém, percebe-se que inúmeras dificuldades têm sido encontradas no espaço escolar, para a efetivação das práticas de leitura que possibilitem a formação de leitores. Nem sempre os professores estabelecem boas relações com os livros e com a leitura; há alguns que afirmam que não gostam de ler; outros que não vêem a leitura como lazer; outros que as poucas leituras que fazem são quase que, exclusivamente, para a preparação das aulas. Portanto, na formação de leitores, é necessário dominar as diferentes estratégias de leitura (antecipação – inferência – decodificação-verificação), para adequá-las aos diferentes objetivos e situações presentes no mundo letrado. O domínio das estratégias de leitura decorre de uma prática viva do ato de ler de um lado, vivenciando os diferentes modos de ler existentes nas práticas sociais de outro, respondendo aos diferentes propósitos de quem lê.
Palavras – chave: leitores, leitura. mediador
Abstract
The term mediator flows of the Latin mediatore, and it means that that mediates or it intervenes. In if treating of reading can consider that the mediator of the act of reading is the individual that approximates the reader of the text and that facilitates this relationship. He/she/you understands each other that the reading process should be permanent and exercised with continuity, because, only with the practice, the passive reader will become critical. For so much, in the school atmosphere, it is indispensable to a qualified teacher’s presence and committed in the exercise of your profession. It is known that she cannot build knowledge without the interference of the other and, through that vision, it is done necessary, the contribution of the theories of some thinkers for the formation of the educational practice, as well as the use of methodologies that addresses the teacher for the pedagogic process. A lot she have been discussing, on the importance of the reading in the school. However, it is noticed that countless difficulties have been found in the school space, for the efetivação of the reading practices that make possible the readers’ formation. Not always the teachers establish good relationships with the books and with the reading; there are some that affirm that don’t like to read; others that don’t see the reading as leisure; others that the few readings that do are almost that, exclusively, for the preparation of the classes. Therefore, in the readers’ formation, it is necessary to dominate the different reading strategies (anticipation – inference – decoding-verification), to adapt them to the different objectives and present situations in the learned world. The domain of the reading strategies elapses of an alive practice of the act of reading on a side, living the different manners of reading existent in the social practices of other, answering to the different purposes of who he/she reads.
Words – key: readers, reading, mediator.
4- Conclusão
Na medida em que estes fatos não estão sendo suficientemente diagnosticados e os riscos de fracasso profissional aumentam, faz-se necessário fundamentar e questionar em nossas pesquisas às disparidades em relação às medidas tomadas formalmente que influenciam de modo direto a aprendizagem da leitura enquanto objeto e sua relação com a formação do indivíduo, num contexto universitário.
Então, para formar o bom leitor, é imprescindível desenvolvermos, mais e mais, processos de comunicação ricos, interativos e profundos. Quando se consegue produzir qualitativamente a gestão do tempo didático, quando se distribuem as responsabilidades entre professores e alunos, quando se desenvolvem, na aula, incentivos e sentidos à leitura, estamos contribuindo profundamente para a formação de leitores autônomos. Há de se abrir às escolas ao mundo, à vida. Lendo em voz alta, em silêncio, em grupo… Não importa a maneira, desde que seja com prazer.
A mediação de leitura é um incentivo ao hábito de ler. Esta, sendo bem utilizada, transforma a atividade de leitura em rotina, sem exigir do mediador grandes habilidades. Qualquer pessoa que saiba ler adequadamente e que goste de trabalhar com literatura e pessoas (crianças e adultos), pode e deve participar dessa experiência.
Independentemente de quem seja o mediador, vale salientar que a ele compete criar soluções próprias ou adaptar experiências alheias, consciente de que o leitor tem uma porta diante de si, em direção à leitura e ao conhecimento” (BARROS, 1995, p.58). Tamanha responsabilidade deve ser interpretada pelos mediadores como um desafio constante, pois o papel que eles desempenham na motivação de leitura pode interferir com maior ou menor profundidade na formação dos leitores de uma coletividade. Esperamos ainda, que os mediadores de leitura facultem aos leitores uma pluralidade de experiências, para que eles percebam a leitura não apenas como aprendizagem escolar, mas como elemento de lazer e satisfação.